sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Como funcionam os Anos 70

Autor: 

Sílvio Anaz
Eles começaram quando os Beatles acabaram, no rescaldo do fim do sonho hippie. E terminaram logo após o punkanunciar o fim do mundo como o conhecíamos. Nesse intervalo, os anos 70 trouxeram a efervescência da era da discoteca, os filmes de catástrofe, o início da hegemonia do cinema hollywoodiano para adolescentes, os primeiros passos do hip-hop e da música eletrônica, o auge e a morte do rock progressivo, além de um vestuário que deu uma identidade toda particular para a época. Foram fatos, movimentos e estéticas que ajudaram a enterrar definitivamente as ilusões da década de 60 e a lançar as bases do que seria a vida a partir dos anos 80.
Mas tanto aqui como lá fora, as roupas, as artes e o comportamento jovem mudaram radicalmente ao longo dos anos 70. A herança sessentista deu o tom nos primeiros anos, no visual e no comportamento hippie e nas artes psicodélicas. No final da década, partes significativas da juventude tinham aderido ao modo de ser soturno e agressivo do punk ou ao estilo colorido, descompromissado e hedonista na onda da discoteca e da música pop.Foi uma década em que o mundo vivenciou a derrocada norte-americana no Vietnã, o escândalo político de Watergate, o surgimento do movimento punk, a crise do petróleo e a ascensão de um pensamento econômico ultraliberal. No Brasil, passava-se dos anos mais repressivos da ditadura militar para o início do processo de abertura política. Por conta da censura e do regime autoritário, muitas das transformações culturais e comportamentais daqueles anos não foram completamente vivenciadas por aqui naquele momento.
Não foi apenas o fim dos Beatles que enterrou o sonho hippie. Coisas mais profundas aconteceram. Em 1969, poucos meses depois do Festival de Woodstock, foi realizado um festival no Autódromo de Altamont, cuja maior atração eram os Rolling Stones. Também se apresentaram Jefferson Airplane e The Who. Aconteceu que a "segurança" era feita pelos famigerados Hell's Angels, um grupo motociclistas que até hoje tem fama de ser uma organização violenta, que vivia de atividades ilegais, cujos membros obrigatoriamente devem ter uma Harley-Davidson. O show era de graça, mas atraiu pessoas de todas as tribos imagináveis, de diferentes estilos de vida, classes sociais, religiões e assim por diante. O clima estava tenso. Grupos de pessoas passaram a trocar provocações e ataques físicos. Nada era parecido com o clima amistoso de Woodstock. Em certo momento, os Stones estão no palco e uma briga acontece. Um rapaz negro chamado Meredith Hunter desentende-se com alguns Angels e puxa um revólver. Antes que tivesse atirado, um grupo de Angels o mata a facadas. Mick Jagger acusa publicamente os Hell's Angels pelos desentendimentos, brigas e excesso de drogas no recinto. Tal fato provou que os Estados Unidos ainda era um país segregado e sua sociedade intolerante. Naquele momento foi mostrado ao mundo que o sonho dos hippies até então era utópico. Alguns Angels, tempos mais tarde, tentaram matar Jagger , mas a tentativa foi tão desastrosa, que Jagger só soube disso muitos anos depois. Em 1970 os Beatles declaram publicamente sua separação, mas mal se falavam desde 1967. Também em 1970 morrem Jimi Hendrix e Janis Joplin, as duas maiores atrações de Woodstock. Em 1971 morre Jim Mirrison. Todos de overdose de heroína. Os Stones se renovam e se reinventam, em quase nada lembrando o estilo que adotaram nos anos 60.
Descubra nas páginas a seguir os fatos culturais mais marcantes da década de 70 e que até hoje simbolizam aqueles anos no imaginário de todos nós.

Do idealismo ao pragmatismo
Os anos 70 trouxeram uma mudança radical no comportamento jovem. Em uma década, ele foi da esperança à desilusão, do engajamento ao descompromisso. O que começou com protestos contra a Guerra do Vietnã, com lutas contra os regimes autoritários na América Latina e outros embates ideológicos terminou no niilismo e no desencanto dopunk ou num crescente hedonismo que daria o tom nas décadas seguintes. Ao final daqueles anos, quase nada da cultura hippie, da paz e amor do “flower power” havia sobrevivido. Aquela contracultura idealista e pacifista, por exemplo, havia sido substituída por uma outra agressiva e pragmática.

A música jovem nos anos 70

A música popular foi o que melhor retratou a diversidade e as transformações da cultura jovem nos anos 70. A década que começou com o fim dos Beatles teve uma fase megalomaníaca do rock. O heavy metal e o progressivo eram as vertentes em alta e suas canções estavam cada vez mais sofisticadas, com virtuosismos que flertavam com a música erudita. Bandas, como Led Zeppelin, Pink Floyd e Genesis, faziam concertos grandiosos, em mega turnês.
Enquanto isso, um novo estilo de rock, andrógino, teatral e cheio de glamour surgia nas canções e performances de David Bowie, T-Rex e Roxy Music. Separados, os ex-Beatles começavam novas bem-sucedidas carreiras. Recuperados da morte de Brian Jones e dos incidentes de Altamont, os Rolling Stones lançavam alguns de seus melhores álbuns com sua mistura de rock e rhythm’n’blues.
Fora do rock, a black music que emergiu nos anos 60 dava o tom da música pop, com sucessos românticos, dançantes, mas também carregados de protestos sociais, de Marvin Gaye, Sly & the Family Stone e James Brown. Outros artistas pop começaram a se destacar, misturando rocks e baladas, como Elton John, Peter Frampton e Rod Stewart.
No Brasil, um tipo de canção de protesto disfarçada, por conta da censura, tinha como expoente a obra de Chico Buarque. E o tropicalismo ainda fazia eco nas canções de Caetano Veloso e outros artistas. Mas o que liderava as paradas e as vendagens eram as canções românticas do “rei” Roberto Carlos e os sucessos da música brega, uma vertente da canção popular extremamente sentimental composta e interpretada por artistas bem populares, como Odair José, Nelson Ned e Valdick Soriano
Mas, na metade da década tudo mudou. No momento em que o Queen despontava como uma das maiores bandas do rock, os rumos da música jovem estavam mudando radicalmente. Cansados da filosofia hippie herdada dos anos 60, das canções “viajandonas” que não falavam de sua realidade e das posturas super pop stars das grandes bandas, parte da juventude nos EUA e no Reino Unido adotou o “faça você mesmo” como lema artístico e comportamental. Nascia o punk, com seu rock básico, acelerado e visceral e um visual soturno e agressivo, tendo como expoentes os Sex Pistols e os Ramones
Enquanto o punk chocava e causava uma ruptura, a música pop desaguava na disco music ou música de discoteca, baseada nos suingues da música negra e nos primeiros recursos da música eletrônica. A era da discoteca foi repleta de canções alto astral, feitas para dançar e descompromissadas, como mostram os sucessos de Donna Summer, Abba e KC & The Sunshine Band.
O centro dessa nova subcultura jovem eram clubes noturnos com pistas de dança iluminadas por globos de espelhos e luzes estroboscópicas. Dançar sem parar, o uso de drogas, o erotismo e o florescer de uma cultura gay faziam parte da atmosfera da era da disco music. Enquanto o punk rompeu com a contracultura hippie para ser agressivo e niilista, a “era da discoteca” se opunha ao idealismo e coletivismo dos anos 60 com uma proposta hedonística, descompromissada e individualista.
No Brasil, a onda da disco music se popularizou antes do movimento punk. Na segunda metade da década de 70, as discotecas brasileiras eram um dos principais centros de entretenimento. A febre da disco music se espalhou pelo país com os sucessos da novela “Dancin’ Days” da Rede Globo e o lançamento do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”, com John Travolta. O fenômeno permitiu também o surgimento de uma versão brasileira da música de discoteca, com As Frenéticas, Lady Zu e Tim Maia. Uma versão mais popular e erotizada do gênero ficou por conta de artistas como Sidney Magal e Gretchen, que atualizaram o estilo brega para o ritmo da disco music.
Mas, mais do que a diversidade de gêneros que surgiram ou definharam nos anos 70, a marca dessa década foi a radical mudança de rumo que a música jovem deu.
1977, o começo do fim dos anos 70
1977 foi o ano em que Elvis Presley, o rei do rock, morreu. Foi também o do início do rap e da cultura hip-hop, do auge da onda da discoteca com o Studio 54 em Nova Iorque, do lançamento nos cinemas de “Os Embalos de Sábado à Noite” e da saga “Guerra nas Estrelas”. Foi o ano em que os Sex Pistols e o punk conquistaram o mundo. Foi também quando começou a surgir a new wave, a partir do punk nova-iorquino de Talking Heads e Blondie. Em 1977, a década de 70 chegou ao seu ápice e começou a anunciar o que estava por vir

O cinema nos anos 70

Em 1971, Woody Allen lançou “Bananas”, filme que anunciou a renovação que o cinema norte-americano passaria nos anos 70. Na década, surgiram alguns dos mais inspirados diretores contemporâneos como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg. De um cinema adulto com filmes que mergulharam nas almas de seus personagens, como “Sob o Domínio do Medo” (dir. Sam Peckinpah, 1971), “Laranja Mecânica” (dir. Stanley Kubrick, 1971), “O Poderoso Chefão” (dir. Francis Ford Coppola, 1972), “Taxi Driver” (dir. Martin Scorsese, 1974) e “Apocalypse Now” (dir. Francis Ford Coppola, 1979), a década terminou com o domínio do cinema feito para adolescentes. Teve também o sucesso dos “filmes de catástrofes”, como “Aeroporto” (dir. George Segal, 1970), “Terremoto” (dir. Mark Robson, 1974) e “Inferno na Torre” (dir. John Guillemin e Irwin Allen, 1974).
Apesar de tantos clássicos produzidos por aqueles que estariam entre os maiores diretores de todos os tempos, um filme símbolo dos anos 70 é aquele que alimentou a febre da onda das discotecas. “Os Embalos de Sábado à Noite” (dir. John Badham, 1977) traz John Travolta no papel de Tony Manero, um jovem que trabalha como balconista, sem perspectivas, que encontra sentido para sua vida apenas nas pistas de dança das discotecas de Nova Iorque. Os hits dos Bee Gees, Kool & The Gang e KC & The Sunshine Band, a moda de roupas de poliéstrer e sapatos plataforma e o visual das pistas de dança com seus globos espelhados ficaram eternizados como a marca de uma era.
O sucesso de “Os Embalos de Sábado à Noite” fez com que Hollywood descobrisse nos filmes para adolescentes o caminho para grandes bilheterias. A era do “cinema teen”, que predominaria nas décadas seguintes, avança nos anos 70 com “Guerra nas Estrelas” (dir. George Lucas, 1977), uma obra repleta de efeitos especiais impactantes e uma nova e acelerada linguagem para a ficção científica, e com o sucesso do musical “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (dir. Randal Kleiser, 1978), que traz novamente John Travolta no papel principal, desta vez ao lado da atriz-cantora Olivia Newton-John.
No Brasil, os filmes do “cinema da Boca” e os patrocinados pelo
mecenato estatal da Embrafilme mostravam as duas faces da produção
cinematográfica nacional. De um lado um cinema marginal representado
por diretores como Ozualdo Candeias, Rogério Sganzerla, Carlos
Reichenbach, David Cardoso e José Mojica Marins, o Zé do Caixão. De
outro, os filmes produzidos pela Embrafilme dos diretores Cacá Diegues,
Nélson Pereira dos Santos, Hector Babenco, Neville de Almeida, Arnaldo
Jabor e Bruno Barreto, entre outros. O resultado ia de filmes
escrachados como “Bacalhau” (dir. Adriano Stuart, 1975), uma sátira do
sucesso “Tubarão” (dir. Steven Spielberg, 1975), ao cinema autoral de
Walter Hugo Khoury , além de uma vasta produção de pornochanchadas,
como “O Bem Dotado, o Homem de Itu” (dir. José Miziara, 1978).


A moda jovem e os ícones dos anos 70
O visual e a atitude jovem, ao longo da década, migrou do riponga e do black power da virada dos anos 60 para os 70 para uma diversidade que ia da agressividade do punk ao chique e colorido da disco music e da new wave no final daqueles anos. Herança da contracultura hippie, as batas, pantalonas, saias e vestidos com estampas floridas ou étnicas, com influências ciganas e indianas, e os cabelos compridos deram o tom da moda jovem na primeira metade da década.
Com o surgimento do movimento punk, que se opunha ao estilo de vida e às idéias hippies, uma parte da juventude aderiu à filosofia niilista e agressiva dele e adotou um visual sadomasoquista inspirado nas criações da estilista Vivienne Westwood, com suas roupas de couro, camisetas rasgadas, cintos e pulseiras de tachinhas, cabelos coloridos e o corpo cheio de piercings.
Parte da elegância que existia na música negra dos anos 60 inspirou o visual dos freqüentadores das discotecas na segunda metade dos anos 70. Até porque muito da disco music derivava do funk e de outros ritmos da black music. Mas era uma versão mais extravagante e exótica com camisas de cetim e de seda, calças a base de lycra, meia-calças combinando com saias, tudo cheio de lantejoulas. No Brasil, a novela “Dancin’ Days”, de Gilberto Braga, veiculada pela Rede Globo em 1978, ajudou a popularizar o vestuário da onda disco.
O colorido da discoteca, mas com outros tons e uma versão mais futurística iria aparecer também na moda new wave, que surge no final dos anos 70 e se constituiria na representação visual dos anos 80, com seus blazers com ombreiras, calças “bag”, camisas em tons pastéis e cabelos ao estilo “mullets”.
Dez ícones dos anos 70
John Travolta: astro dos sucessos “Os Embalos de Sábado à Noite” e “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” tornou-se um símbolo da era da disco music e do cinema teen da década.
Dancin’ Days: a novela da Rede Globo foi um sucesso nacional ao contar a história de uma ex-presidiária, interpretada por Sônia Braga, e ao mostrar parte da cultura da discoteca.
Sid Vicious: o baixista do Sex Pistols representava a essência do movimento punk: jovem, anárquico, caótico, agressivo, sem virtuose musical alguma, sem futuro – com todas essas “qualidades” ajudou a mudar os rumos da canção jovem no mundo inteiro.
Guerra nas Estrelas (Star Wars): o primeiro filme da saga de George Lucas encantou e deixou boquiabertos jovens no mundo inteiro. Darth Vader, Luke Skywalker e Hans Solo entraram definitivamente para a galeria de ídolos da cultura pop.
Pelé: o melhor jogador de futebol de todos os tempos, autor de mais de mil gols feitos contra times bons de verdade, foi jogar no milionário time do New York Cosmos e ajudar a popularizar o futebol (soccer) nos Estados Unidos.
Clint Eastwood: o ator personificou Dirty Harry o violento e politicamente incorreto policial em filmes que retratam a cultura e a atmosfera urbana dos anos 70 nos Estados Unidos.
Helena Ramos: a atriz foi um símbolo sexual do cinema brasileiro dos anos 70, com participação em vários filmes produzidos pelo “cinema da Boca do Lixo” e em pornochanchadas.
Roberto Carlos: saindo da Jovem Guarda ingressa nos anos 70 em uma fase romântica e erotizada, tornando-se o rei da música popular no país e líder de vendagens e das paradas de sucesso durante toda a década.
Pink Floyd: o supergrupo de rock progressivo e psicodélico lançou álbuns conceituais, como “The Dark Side of the Moon” (1973), que foram considerados obras de arte com suas letras filosóficas e sonoridade viajandona típica do início dos anos 70.
As Panteras: seriado televisivo, que trazia a atriz Farah Fawcet como um dos “anjos de Charlie”, mostra três belas detetives que exemplificaram o charme e a moda dos anos 70

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

8 Dramas de quem jogou pelada na rua

8 dramas que só quem jogou bola na rua já viveu

Esqueça campinhos de futebol society e quadras de condomínio fechado. Só quem jogou bola na rua sabe o que é ter infância de verdade. Mas só quem praticou este esporte tão democrático sabe quais são os dramas daquela pelada com a molecada do bairro. Veja se você se identifica com a nossa lista:


1. Buscou a bola debaixo do carro

A regra é clara: “Isolou, buscou”, mas o duro é quando a bola vai parar debaixo de algum carro estacionado na rua. E se era um carro recém-estacionado, era comum a bola voltar quente ou manchada de óleo.

2. Quebrou a janela da vizinha

Outro drama comum para qualquer “David Beckham das ruas”. E também com regra clara: Quebrou, pagou! O mais incrível é que quanto mais chata a vizinha, maior a chance de ter sua janela atingida por uma bola isolada.



3. Nunca entendeu a física de uma bola dente de leite

Também conhecida como “bola bexiga”, é sempre uma surpresa da pelada de rua. Quem nunca se sentiu um Roberto Carlos ao colocar um efeito matador? Por outro lado, você certamente já teve um gol evitado pelo vento.






4. Viu os gomos da sua bola de capotão se soltarem

Não há bola de capotão que resista ao asfalto da rua. E ainda ficava aquele gomo pendurado como se fosse a orelha da bola.




5. Arrancou o “tampão” do dedão do pé

Talvez seja um dos maiores dramas do futebol na rua, Quando a chuteira é o seu próprio pé descalço, não há “tampão” de dedão que não tema o encontro com o asfalto.




6. Já viu o cachorro da rua acabar com a festa da molecada

Chamem a carrocinha! O cachorro mais bravo da vizinhança certamente vai furar a bola na primeira mordida. E pode ter certeza que isso vai acontecer com a bola novinha, antes mesmo de os gomos se soltarem.



7. Usava seu par de Havaianas como luva nas mãos e se achava o Taffarel

Só o riquinho da rua tinha dinheiro para comprar luvas de goleiro e dar uma de Taffarel. No improviso, vai com Havaianas mesmo!



8. Brigou por causa da altura do golzinho

Drama grave! Seja com chinelo, cone ou tijolo, todo mundo sabe que a altura do golzinho é algo subjetivo e depende da imaginação dos jogadores. Já vi amizades acabarem por bolas que supostamente teriam passado por cima do gol. Na rua, o tira-teima é na porrada, amigo!



E a saideira, se na rua ou perto de onde morávamos tinha um terreno que poderia servir como campo, e se chovesse, que papo de interromper o jogo para o campo secar que nada! Ia na lama mesmo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Foto Rara

Uma imagem rara do Elenco de Star Wars: Han Solo, Darth Vader, Chewbacca, Luke Skywalker, Princesa Leia, R2-D2

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Alguns Equipamentos dos Anos 80 e 90

Videocassete

Embora o mercado de VCRs tenha começado nos anos 70, o primeiro videocassete produzido no Brasil - na zona franca de Manaus - foi lançado pela Sharp em 1982. Na foto, o modelo VC-H982, também da Sharp.

Câmera digital

A primeira câmera digital foi inventada em 1975 pelo engenheiro Steven Sansson, da Kodak. Ela pesava 3,6 kg, tirava fotos em preto e branco e tinha 0,01 MP. As câmeras digitais portáteis ganharam popularidade com os consumidores na década de 90 até o início dos anos 2000. Atualmente, os smartphones fazem as vezes das máquinas fotográficas, mas elas ainda são utilizadas e continuam evoluindo em termos de tecnologia.


Imagine levar uma dessas na sua viagem?

Motorola StarTAC

O Motorola StarTAC foi lançado em 1996 e colocou a Motorola em destaque na venda de celulares no Brasil. A empresa tinha uma fatia de 70% do mercado brasileiro e investiu R$ 3 milhões em marketing no seu lançamento.


Game Boy

O Game Boy foi lançado em 1989 pela Nintendo com tela de cristal líquido em fundo verde e jogos em preto e branco, como o Tetris. O console portátil teve diferentes versões com evoluções como display colorido, tamanho menor e duração maior da bateria.



Walkman

O Walkman foi sucessor do gravador de voz em fitas cassetes, usado principalmente pela imprensa. Segundo a cnet, a Sony tirou a função principal de gravador e adicionou fones de ouvido para criar o primeiro walkman, o TPS-L2, em 1979. O gadget fez sucesso nos anos 80 até a chegada do discman.




 Discman
Em 1984, o discman entrou no mercado para substituir o walkman. O leitor de CDs foi a sensação de muita gente até os anos 90. Com o declínio do mercado de CDs, os aparelhos foram trocados pelos MP3, muito menores e mais portáteis.

Nokia 7110

Lançado em 1999, o Nokia 7110 foi o primeiro celular com navegação na web. Também foi um modelo marcante entre os aparelhos populares que fizeram sucesso, principalmente pelo design de deslizar a parte de baixo para acessar o teclado. Logo abaixo da tela, também há um botão de rolagem, que facilitava a busca dos contatos.














Pager ou beeper

O pager ou beeper foi o precursor do SMS e também foram bastante úteis para os médicos em casos de emergência. Alguns modelos só recebiam mensagens, enquanto outros podiam responder também. O da foto é um Motorola usado pela Teletrim na década de 90 no Brasil.

iMac G3

No final dos anos 90, a Apple lançou o iMac G3, o computador pessoal colorido e com a CPU e alto-falantes embutidos no monitor. O G3 foi o retorno da empresa como destaque no mercado em meio aos aparelhos quadrados e beges dos concorrentes. A novidade foi lançada sob a supervisão de Steve Jobs.

Palm

Os Palm, também conhecidos como palmtop e depois PalmPilot, foram os primeiros assistentes pessoais digitais e ficaram populares por terem preços relativamente baratos. A Palm Computing lançou os primeiros modelos em 1996. O Pilot 1000 e Pilot 5000 usavam um processador da Motorola de 16 MHz, tinham um painel de LCD monocromático e 128 kb e 512 kb de memória, respectivamente.

Boombox ou Micro System

Os rádios Boombox ou Micro System são típicos dos anos 80, embora os primeiros modelos tenham sido desenvolvidos no Japão ainda na década de 70. Eles se tornaram populares no mercado americano, especialmente entre os adolescentes, por serem considerados compactos para a época e terem uma boa qualidade de som. Os gadgets funcionavam com pilhas e eram capazes de transmitir rádio AM e FM e tocar músicas gravadas em fitas cassetes.

Windows 95

O Windows 95 foi lançado pela Microsoft em 1995 e revolucionou o mercado de sistemas operacionais. Ele foi responsável por transformar a empresa na mais popular da área, tanto que o suporte para o Windows 95 só foi encerrado em 2002. Na foto, um computador IBM Aptiva 486 rodando o sistema.

Sound system

Os sistemas de som, ou sound system, se tornaram muito populares nos anos 80. Eles eram formados por componentes que incluíam amplificadores, deck para fita cassete ou até CD, além de rádio. Fazem parte das marcas que fizeram sucesso com esses aparelhos a Sony, Philips, Telefunken e Pioneer.

3 em 1

Na década de 80, segundo a Semp Toshiba, o “3 em 1” foi um grande sucesso de vendas por integrar três produtos em um por um preço acessível. O modelo SM 4000 da marca tem rádio, gravador e toca-discos juntos.

TV

Também dos anos 80, este televisor de 20 polegadas foi o primeiro lançado no mercado brasileiro com sintonia digital, segundo a Semp Toshiba, e a ter a função Picture in Picture (PIP), que permite ao telespectador visualizar um canal em uma pequena janela no canto da tela ao mesmo tempo que assiste a outro programa.

TV portátil

Chamada de “TV de colo”, o modelo de 10 polegadas foi um dos primeiros televisores portáteis a cores comercializados no País. A fabricação começou, na verdade, em 1979.


DVD

Criado em 1995, o “disco digital versátil”, ou DVD, aposentou os videocassetes, trazendo os leitores de DVDs. Eles ainda estão presentes nas casas, com design menor e mais funções tecnológicas, mas devem perder espaço para os leitores de Blu-ray conforme o tempo passar. Na foto, o primeiro modelo da Semp Toshiba lançado no mercado brasileiro.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Inventos

Um pequeno Mosaico das invenções e suas evoluções






Equipamentos que você já teve em casa

É curioso, mas a foto acima mostra itens tecnológicos que um dia já foram sensação. Hoje, algumas décadas depois, eles até parecem cômicos. Se você tem menos de 18 anos talvez não tenha conhecido. Se tem mais, vale a pena relembrá-los.
1 – Microsystem
Na década de 80, os microsystems fizeram sucesso no mercado. Hoje eles ainda são comercializados, evidentemente, com recursos bem mais avançados, como CD e MP3 e visual bem mais agradável. Os antigos systems traziam apenas rádio AM/FM e toca-fitas.
2 – Câmera Betamax
Na década de 80, quando surgiram as primeiras câmeras caseiras, as pessoas ainda estavam acostumadas a usar filmadoras Super 8, aquelas que precisavam de projetor para exibir as gravações. Era só retirar a fita da filmadora e colocar no seu videocassete Betamax.
3 – Telefone de teclas
Antes dos anos 80, era praticamente impossível imaginar telefones com teclas. Até então, a única opção era o telefone a disco. As teclas foram incorporadas aos aparelhos para tornar o processo de ligação mais rápido, prático e com menos riscos de erro. Hoje, a história é diferente – é raro vermos telefones a disco.
4 – Walkman
Existem adolescentes que, sequer ouviram falar em Walkman. O tocador portátil de fitas e rádio foi criado em 1979 no Japão. Logo acabou conquistando todo o mundo e tornou-se grande sucesso em vendas. Hoje, é praticamente impossível imaginar alguém usando um destes, com o surgimento dos práticos iPods, MP3 players e celulares multi-funções.
5 – Gravador cassete
O conceito não mudou muito dos gravadores de hoje. A grande diferença está no uso das fitas cassete. Atualmente, os gravadores são digitais e possuem memória interna suficiente para gravar várias horas.
6 – Aparelho de som 2 em 1
Era assim. Antigamente, os aparelhos de som eram classificados como 2 ou 3 em 1. Para quem não sabe, 2 em 1 indicava que o aparelho podia ler e gravar fitas cassete e permitia escutar rádio AM e FM. Já o 3 em 1 permitia os mesmos recursos do aparelho anterior, com a possibilidade de escutar discos de vinil.
7 – Watchman
Na década de 80, poucos possuíam recursos para comprar um Watchman. Para quem nunca ouviu falar, o aparelho possuía uma pequena tela que transmitia imagens em preto e branco. Tecnologia totalmente obsoleta, se compararmos com os aparelhos que transmitem imagens digitais (HDTV).

8 – Fita cassete
Talvez esta tenha sido a maior invenção tecnológica dos últimos tempos. Criada para permitir gravação de áudio, a fita cassete foi por muito tempo a grande responsável pela popularização da música, sobretudo com a invenção do walkman. Ela era composta por uma caixa plástico que continha um rolo de fita. Ela permitia a gravação de até 60 minutos (30 de cada lado).


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Velho e o Novo

O velho e o novo (não tão novo assim) se confundindo no tempo. De um lado uma camcorder da JVC (VHS-C) com uma máquina fotográfica analógica da YACHICA sobre um DVD Karaoke da Gradiente. Três tecnologias que se confundem no tempo.
Um camcorder é um dispositivo eletrônico portátil (geralmente uma câmera digital) que grava vídeo e áudio em dispositivos de armazenamento. As dos anos 80 usavam fitas, as chamadas VHS-C e que funcionavam da mesma maneira que um vídeo cassete convencional, embora tais fitas fossem bem menores. O camcorder contém tanto câmera quanto gravador em uma só unidade. Atualmente as novas camcorders gravam em formato digital, o que permite uma facilidade na captura e edição do vídeo.
Já as máquinas fotográficas analógicas (mecânicas), em especial a da foto, uma YASCHICA MF-3 que foi introduzida no mercado em 1985, são hoje legítimas peças de museu. Usavam filmes com capacidade restrita de fotos e que precisavam ser reveladas em estúdios próprios para tal fim. Bem diferente do que vivemos hoje, já que tais camêras foram dizimadas pela onda digital que vem dominando o mercado desde fim dos anos 80/90.
O DVD (abreviatura de Digital Versatile Disc ( em português, Disco Digital Versátil) é um formato digital para arquivar ou guardar dados, som e voz, tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD, devido a uma tecnologia óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de dados, sendo criado no ano de 1995.




O VHS é um dos inúmeros formatos de vídeo existentes e sua caixa tem 18,7 cm.X10cm.X2,5 cm, permitindo uma gravação com aproximadamente 280 linhas de definição e pode registrar até 6 horas de material em velocidade estendida (baixa velocidade de gravação e reprodução).
O sistema foi introduzido na década de 1980 pela JVC e difundiu-se rapidamente ganhando o mercado contra o Betamax, o primeiro formato popular de videocassete doméstico que quase levou a SONY a falência.
Com o tempo o formato foi desenvolvido gerando subprodutos como o VHS-C (VHS Compacto), que tinha as mesmas características técnicas mas com uma caixa menor (consequentemente com menor duração) que permitiu a sua colocação em câmeras de pequeno porte aumentando a portabilidade dos equipamentos e maior difusão.
O cassete VHS-C para ser reproduzido num leitor VHS convencional era encaixado num adaptador (demonstrado no post anterior), na verdade uma caixa VHS padrão sem fita mas com um mecanismo que tracionava a fita menor.


Aqui uma amostra de como eram alguns dispositivos de mídia dos anos 70/80. Um adaptador de VHS-C para VHS e uma fita de VHS-C. Inventado pela JVC, o VHS (sigla para Vídeo Home System e que significa "Sistema Doméstico de Vídeo") e suas variantes era um sistema de gravação de áudio e vídeo lançado em 1976 e era composto de fitas de vídeo e de um equipamento de gravação e reprodução que permitia o registro de programas de TV, imagens externas, etc e sua posterior visualização. Como funcionavam? A fita pequena era gravada na mesma forma de um vídeo cassete em uma camcorder (ver postagem anterior). Com o adaptador era possível assistir a gravação em um vídeo cassete e até mesmo gravar a referida fita.