sábado, 13 de fevereiro de 2016

Gótico (estilo de vida)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre


subcultura gótica (chamada também de Darkwave no início dos anos oitenta, apenas no Brasil) é uma subcultura que teve início no Reino Unido durante o final da década de 1970 e início da década de 1980, derivado também do gênero pós-punk, que é um sinónimo para a música gótica. A subcultura gótica está também associada diretamente àmúsica góticapós-punkEthereal Wave, à estética (visual, moda e vestuário), onde encontramos vários estilos e visuais como: vitoriano, fetiche, deathrock, gótico lolita, etc. Na subcultura gótica encontramos também a literatura (poesia), o cinema, entre outras formas de manifestações artísticas e culturais.
O gótico em si
Ao longo da história, o termo Gótico foi usado como adjetivo ou classificação de diversas manifestações artísticas, estéticas e comportamentais. Dessa maneira, podemos ter uma noção da diversidade de significados que esta palavra traz em si.
Originalmente, Gótico deriva-se de Godos, povo germânico considerado bárbaro que diluiu-se aproximadamente no ano 700 d.C.. Como metáfora, o termo foi usado pela primeira vez no início da Renascença, para designar pejorativamente a tendência arquitetônica, criada pela Igreja Católica, da baixa Idade Média e, por consequência, toda produção artística deste período. Assim, a arquitetura foi classificada como gótica, referindo-se ao seu estilo "bárbaro", se comparado às tendências românicas da época.
No século XVIII, como reação ao Iluminismo, surge o Romantismo que idealiza uma Idade Média, que na verdade nunca existiu. Nesse período o termo Gótico passa a designar uma parcela da literatura romântica. Como a Idade Média também é conhecida como "Idade das Trevas", o termo é aplicado como sinônimo de medieval, sombrio, macabro e por vezes, sobrenatural. As expressões Gothic Novel e Gothic Literature são utilizadas para designar este subgênero romântico, que trazia enredos sobrenaturais ambientados em cenários sombrios como castelos em ruínas e cemitérios. Assim, o termo Gothicism, de origem inglesa, é associado ao conjunto de obras da literatura gótica. Posteriormente, influenciado pela Literatura Gótica, surge o ultrarromantismo, um subgênero do romantismo que tem o tédio, a morbidez e a dramatismo como algumas características mais significativas.
No final da década de 70 surge a subcultura gótica influenciada por várias correntes artísticas, como o Expressionismo, o Decadentismo, a Cultura de Cabaré e Beatnik. Seus adeptos foram primeiramente chamados de Darks no Brasil, e curtiam bandas como Joy DivisionBauhausThe Sisters of Mercy, entre tantas outras. Atualmente, a subcultura gótica permanece em atividade e em constante renovação cultural, que não se baseia apenas na música e no comportamento, mas em inúmeras outras expressões artísticas.
Nos meados da década de 90, viu-se emergir uma corrente cultural caracterizada por alguns elementos comportamentais comuns ao romantismo do século XVIII, como a melancolia e o obscurantismo, por exemplo. Na ausência de uma classificação mais precisa, esta corrente foi denominada Cultura Obscura. Porém, de forma ampla e talvez até equivocada, o termo Goticismo também é usado para denominá-la.
Há algumas semelhanças entre Cultura Obscura e Subcultura Gótica. Mas há também diferenças essenciais que as tornam distintas. Por exemplo, a Cultura Obscura caracteriza-se por valores individuais e não possui raízes históricas concretas como a subcultura gótica.
Entre os apreciadores da Cultura Obscura, é possível determinar alguns itens comuns, como a valorização e contemplação das diversas manifestações artísticas. Além de uma perspetiva poética e subjetiva sobre a própria existência; uma visão positiva sobre solidão, melancolia e tristeza; introspeção, medievalismo, entre outros.
Sintetizar em palavras um universo de questões filosóficas, espirituais e ideológicas que agem na razão humana, traz definições frágeis e incompletas de sua essência. Obscuro, Sombrio ou Gótico podem ser adjetivos de diversos contextos e conotações. Mas é, principalmente, o espelho que reflete uma personalidade

O desvinculamento do sentido original do termo gótico
O termo gótico (do alemão: goth ou inglês gothic) foi usado através dos séculos sob vários significados, às vezes sem ligação alguma. Inicialmente, por volta do século V, umpovo germânico conhecido como Godo, invadiu o Império Romano do Ocidente, levando a queda do império. Desde então, o termo godo, que evolui para o termo Gótico, ganhou sentido pejorativo, de forma a atribuir tudo que fosse bárbaro, de gótico. A palavra ao longo dos tempos, se tornou sinônimo de tudo que fosse medieval, sombrio, assustador, fantasmagórico, macabro, amedrontador e similares.
O uso do termo 'gótico', como música, subcultura e estilo de vida, surgiu no início da década de 80. A mídia de massa ao entrevistar integrantes das diversas bandas relacionadas ao Pós Punk com temáticas e atmosferas obscuras em suas músicas, por vezes recebia respostas semelhantes a: 'de temática sombria e soturna, 'gótica. Na metade da década de 80 o estilo já havia se disseminado por vários outros países (incluindo o Brasil e Portugal) e o termo acabou por ir junto com ele e até hoje é usado para denominar a cultura.
O uso do termo "gótico" na História
Desde a década de 90 a subcultura gótica começou a sofrer de algumas distorções por parte de enganos frequentes como o de que o termo "gótico" sempre esteve ligado através da história, e portanto, os góticos de hoje seriam legítimos descendentes dos godos.
As catedrais da baixa Idade Média, de arquitetura Gótica, começaram a ser construídas no século XI na França, sem nem sequer receber esse nome na época.
Séculos depois, na Renascença, os iluministas, que se opunham ao pensamento Medieval, as chamaram pejorativamente de Góticas, em alusão aos Godos, como sinônimos de bárbaros. Na época de sua construção eram chamadas "opus francigenarum" ou seja, arte francesa. Quanto aos bárbaros "Godos", que invadiram o império romano, foi um acontecimento dado por volta do século V d.C., logo se vê então que são mais de cinco séculos de diferença histórico-cultural, o que já havia feito uma diluição da cultura dos godos na Europa.
Do marco da construção das catedrais góticas (Do século XI até XIV) até a época em que surgiu um movimento literário chamado novela gótica e outro chamado romantismo(Século XVIII para XIX) já haviam se passado mais outros tantos séculos de diferença cultural e, portanto, a imagem de Gótico foi estabelecida como sombrio, fantasmagórico e misterioso, em um revivalismo da Idade Média.
O que era um nome pejorativo passou a ser um nome designador de uma estética "Cool". Terminamos assim de falar do sentido da palavra através do tempo sem ligá-la totalmente à cultura e mostrar que até esse ponto, os góticos da subcultura iniciada na década de 1980 não são descendentes dos Godos dos séculos passados de forma alguma, pois nem sequer tiveram alguma ligação através de suas épocas.
A ligação dos góticos contemporâneos com os antigos movimentos artísticos assim intitulados, está nas músicas, na literatura e na estética de forma indireta.
A subcultura gótica não possui literatura própria, embora existam livros que catalogam bandas dentro de subgêneros da música gótica como obras do autor Britânico Mick Mercer, contexto histórico como "Goth Chic" (basicamente uma enciclopédia do termo "gótico") de Gavin Baddeley, livros que falem sobre estética/comportamento como o "Gothic charm School" da autora Americana Jillian Venters, ou como prefere ser chamada: "Lady of the Good Manners" (como tradução: "Senhora das boas maneiras"), e livros que tratem de comportamento, como "Goth. Identity, Style and Subculture" de Paul Hodkinson.
Mas há vários estilos literários apreciados por seus integrantes, entre eles, no Horror Gótico (Horace WalpoleMary ShelleyBram Stoker, etc), Romantismo (William BlakeLord ByronEdgar Allan Poe, etc) a poesia Simbolista/Decadentista (Charles BaudelaireT.S. EliotRimbaudOscar Wilde, etc) o romance Existencialista (CamusSartre, etc), Literatura Beat (GinsbergWilliam Burroughs), entre outros.
Dessa forma, essa cultura fez releituras ou sátiras do Horror Gótico.
Essa literatura também serviu de tema para movimentos artísticos anteriores, que influenciaram a cultura estética dos anos 1980, como por exemplo o Expressionismo.
Na literatura brasileira, os autores mais respeitados por integrantes da sub-cultura gótica são: Augusto dos AnjosÁlvares de AzevedoCruz e Sousa e Alphonsus de Guimarães.
Dentro da literatura portuguesa os autores mais respeitados são Eça de QueirósFernando PessoaLima de FreitasCamilo PessanhaFlorbela EspancaDavid SoaresMário de Sá Carneiro entre outros.
·         Fonte: Dicionário de Português
subcultura (sub- + cultura) s. f. 1. Cultura obtida a partir de outra. 2. Grupo de pessoas com características específicas que criam ou pretendem criar uma subdivisão cultural.
cultura s. f. 1. Ato, arte, modo de cultivar. 2. Lavoura. 3. Conjunto das operações necessárias para que a terra produza. 4. Vegetal cultivado. 5. Meio de conservar, aumentar e utilizar certos produtos naturais. 6. Fig. Aplicação do espírito a (determinado estudo ou trabalho intelectual). 7. Instrução, saber, estudo. 8. Apuro; perfeição; cuidado.
Assim sendo, os góticos são uma sub-cultura, pois não apareceram de outra nem tão pouco criaram ou tentam criar uma subdivisão, é simplesmente uma sub-cultura como qualquer outra, tem suas origens fundamentadas em ideais, seja a arte (dança, música, pintura e teatro), a escrita, a filosofia, dentre outras.
Religião e Simbolismo
subcultura Gótico/Darkwave é uma subcultura laica, ou seja, é neutra à qualquer religião. É comum pessoas de fora da subcultura pensarem que os góticos estão diretamente ligados à esoterismoanticristianismo e paganismo, sendo tal afirmação uma ideia equivocada. Isso quer dizer que cada indivíduo da subcultura Gótica é livre para seguir areligião que melhor lhes forem conveniente, seja ela teísta ou mesmo não seguindo nenhuma religião.
Os tidos wannabes - Uma gíria entre pessoas da sub-cultura gótica, que em sua semântica refere-se a um determinado sujeito novo, curioso e, mais diretamente, que "quer 'ser'" parte da mesma - Geralmente seguem à risca presunçosa e equivocada em denominarem aos outros pertencentes a ela apenas como Wiccas, Pagãos ou satânicos, sendo estes, como mencionado inicialmente, livres de qualquer doutrina ou Sociedade Secreta.
Algum recurso de preâmbulo religioso é utilizado como temática, para músicas ou estética. Um crucifixo, por exemplo, pode, teatralmente, simbolizar a tortura (Crucio = tortura), pois a cruz foi cunhada em Roma, como instrumento para tal, antes mesmo do nascimento de Cristo. O ankh também é muito usado pelos góticos como símbolo da eternidade.
Simbolicamente no sentido de estética não vem totalmente ligado à música, as vestes góticas vieram de acordo com a ideologia a que ele pertence.
Um resumo dos beats dos anos 40 aos góticos dos anos 80
As verdadeiras raízes da subcultura gótica podem ser achadas inicialmente nos anos 40\50 na cultura beat.
Os beats eram pessoas com gosto pelo que outrora fora conhecido como cabaré (na época dos grandes artistas e pensadores franceses), ou seja, ambientes boêmios, onde conversavam, bebiam, fumavam, apreciavam saraus e ouviam boa música (jazzunderground e posteriormente rock). Tudo excessivamente. Tanto que os óculos escuros foram adotados ao estereótipo Beat, junto com as roupas predominantemente escuras e boina preta, por causa da fumaça.
Os cabelos eram compridos (porém mais curtos que os dos Hippies) e e eram comuns um tipo de cavanhaque bem aparado em linha ao longo do queixo. Nos Estados Unidos o movimento se tornou menos "intelectualizado", e mais junkie e desleixado. O primeiro uso do termo "Beat" ou "Beat generation" teria sido feito por Jack Kerouac no final dos anos 1940. Mas o termo só se popularizaria nos anos 50.
Passou também a ser um movimento pop e "comercializável" de 57 a 61. Mas suas origens remontam ao underground dos cafés parisienses do pós-guerra. Daí vem o termo "estudante de arte existencialista e parisiense" para a postura Beat.
O Termo "Beatnik" foi cunhado pela imprensa, misturando Beat a Sputnik (primeiro satélite russo no espaço sideral). Os Beatniks nos 60's eram mais apolíticos ( e/ou pacifistas ), existencialistas, cool, sua poesia e música contemplava tanto o lado obscuro quanto hedonista e urbano da boemia.
Porém o que era um movimento underground acabou em decadência com sua comercialização. Da diluição desse movimento surgiram talvez outros dois, o hippie e o punk]beat, ou glam punk.
Os Hippies formaram movimento politizado, expressivo (not cool), de visual colorido e cabelos muito longos. A parte do Beat que permaneceu no Hippie foi a religiosidade alternativa, muitas vezes orientalista, o "alternativismo", e alguns estilos musicais.
Isso é bem o estilo de artistas que conhecemos muito bem, como Jimi Hendrix, porém não fazia a cara de outros como Iggy Pop. Uma parte dos Beats, claro, não se tornou Hippie, por discordar de suas tendências, e seguiu outros caminhos.
Logo, surge esse outro lado da ramificação temos a explosão do Glam e Glam punk. Com temáticas e abordagens mais profundas, líricas e adultas. Podemos então citar oVelvet Underground em Nova Iorque, os Stooges em Detroit e o The Doors em Los Angeles. O Velvet Underground glamouriza o decadentismo urbano, sem esperanças e floreios, para cena pop. Em 1970, surge em Nova Iorque o grupo New York Dolls com um rock cru e simples, em performances bombásticas travestidos de mulheres. "Ora, se as mulheres conquistaram o direito de se vestirem como homens, por que não?"
A temática chamou a atenção de David Bowie que a levou para o outro lado do atlântico. Junto a Marc Bolan do T-Rex, e o Roxy Music de Brian Eno e Bryan Ferry, Bowie se tornou referência mundial do Glam rock.
A abordagem do Glam Rock era basicamente o esteticismo e dandismo de Oscar Wilde e Baudelaire atualizado para os anos 70. A decadência do homem e da sociedade urbana e suas perversões hedonistas, a artificialidade, o pré-moldado, o poserismo, enfim decadence avec elegance (decadência com elegância). Dizer que Glam rock é apenas cores e purpurina é tão superficial quanto dizer que o Gótico é se vestir de preto.
A temática do Glam trazia através de músicas brilhantes (tanto em letra como melodia) a melancolia da condição humana e de temas soturnos, basta ver suas traduções.
Mesmo esteticamente o Glam preservava um lado noir (sombrio). Algumas bandas como Bauhaus e Specimen, que deram origem a música gótica, não se diferenciam em quase nada das bandas incluídas no glam rock quanto à sua sonoridade.
A atitude do Glam de androginia era mais do que Rockers durões, Mods (uma variante dos beats cuja diluição daria origem aos skinheads do lado mais durão e na evolução continua a transição para o Glam rock) e os Hippies conservadores estavam preparados. Era uma inversão. Além do mais naquela época nem se via mais o que fazer em termos de psicodelia, foi quando o Glam chegou e virou a cabeça de adolescentes que queriam também se vestir iguais aos seus ídolos. E a influência beat permanecia viva através do Glam.
Tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra, conceitos e estéticas Beats permaneceram ao longo do Glam e dos anos 70.
O rótulo "Punk" foi dado ao movimento rock que tinha, em resposta ao rock progressivo, músicas simples em execução, mas com temas sociais importantes.
Bandas experimentais, contra a música comercial das grandes gravadoras, uma geração crítica em relação à arte e consumo de sua época, interessada em questões existenciais foram consideradas Punks antes de 77. Exemplos: Talking Heads e o Patti Smith Group.
Mas em 78 o termo caía em decadência já era considerado um clichê gasto e distorcido pelo sucesso de 77. O diretor da gravadora Sire Records, Seymour Stein, considerou que estas bandas tinham o mesmo feeling dos filmes do movimento cinematográfica francês de características Noir (obscura) e contra-culturais chamado "Nouvelle Vague" (New Wave, em Inglês, Neue Welle, em alemão).
Assim New wave e Pós-punk (Póstumo ao punk) seriam os termos usados para classificar estas bandas originalmente chamadas de punk antes que o termo "punk" atingisse o fim de seu auge. Simultaneamente algumas destas bandas são afiliadas a sub-cultura Gótica. Na verdade com o tempo, o termo New Wave passou a ser utilizado para as bandas mais pops e Pós-Punk, para as mais underground.
Ainda então, bandas da sub-cultura Gótica eram classificadas de ambas as formas. Mas posteriormente deixou-se o new wave para bandas com um visual mais colorido e para as bandas que adotaram um tendência mais sombrias acabou-se por usar o termo pejorativo gótico, que acabou pegando.
Toda a Estética Gótica inicial vai ser uma mistura Glam (androginia, poesia urbana e maldita, maquiagens pesadas, sonoridade rock básica, dandismo, etc), que também foram reforçados por uma influência do movimento new romantic dos anos 80, e a cultura Beat (poesia urbana e maldita, existencialismo e espiritualidade difusa, roupas escuras, acid rockcooljazz-rock, psicodelia, etc), ora tendo uma sonoridade mais pós punk, outra mais new wave. O termo foi usado durante a década de oitenta e na década de noventa também convencionou-se tirar o new e usar dark, dessa forma: Darkwave.
Estética como visual
A estética como um visual, uma vez que, gostando de determinados sub-gêneros musicais, estética, corrente literária, arte, convivência com pessoas que sentem-se atraídas e gostam do que é aceito no Gótico, ou tudo o que esteja ligado ao mesmo, torna-se quase o suficiente para que entendam seu "mecanismo". Embora, visual seja uma identidade individual (ou coletiva) de considerável importância que diferencie e caracterize em qual época e à qual sub-cultura um indivíduo pertence.
A cor Preta como tonalidade predominante acompanhada a uma postura tida como juvenil, é geralmente um arquétipo do mainstream. Sendo esta, uma limitação dos conceitos superficiais direcionados à massa no que diz respeito à sub-culturas urbanas derivadas do que chamam de "Rock". A cor preta, como representação estética, geralmente é acompanhada de uma, ou mais cores adicionadas de forma peculiar para compor os visuais dentro dos esteriótipos variantes do Gótico, ou seja, não sendo esta predominante, embora ainda sim, presente. Como simbolismo, a semântica pode variar de indivíduo para indivíduo, ou estar praticamente ausente, permanecendo como apenas questão de estética. A presença de adultos na sub-cultura especialmente a norte-americana e europeia é em grande escala, o que modifica os conceitos sobre a sub-cultura tratar-se de algo juvenil, visto que ainda preza-se pela censura conforme o que diz respeito às leis e normas básicas de todo e qualquer evento, festival e concerto.
Os tipos de estéticas ou, esteriótipos visuais, recebem mais ênfase em eventos, concertos e festivais como o Wave Gotik Treffen realizado anualmente em Leipzig, na Alemanha, M'era Luna Festival, em Hildesheim situado em Alemanha, entre outros. Geralmente em países de primeiro mundo, especialmente no continente europeu e no norte da América, onde o IDH é mais elevado, possuem mercados maiores, no qual há mão-de-obra mais especializada e qualificada em confecções de produtos estéticos e artísticos que favorecem e nutrem suas modas, e, logo são importados a outros países.
Há também fotógrafos (as) e designers que criam suas obras inspiradas em derivações estéticas da sub-cultura gótica que divulgam por páginas da internet, exposições, etc. Obras como uma forma de arte, ou mesmo, incentivo à dresscode. São também promovidos desfiles no meio undergorund por profissionais da moda como a estilista alemã Vecona (Vecona.de[1]).
Na moda das massas é muito frequente em coleções de Outono/inverno desde passarelas à lojas, onde o uso da estética gótica é tida como referencial, vide estilistas famosos como Alexander McQueenGlória CoelhoJohn GallianoYohji YamamotoKarl LagerfeldThierry MuglerJean Paul Gaultier, entre outros.
TV e cinema
O cinema e a TV deram um bom espaço para a "goth culture" através de filmes, séries etc, como por exemplo, os filmes Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens, filmes daHammer films, produções do cineasta Americano Tim BurtonDrácula de Bram StokerElvira (Rainha das trevas), A Família Addams (o filme), Entrevista com o vampiro, Jovens Bruxas, A Rainha dos CondenadosFome De ViverOs Fantasmas Se Divertem, ou seriados como Família Addams e Os Monstros nos anos 60 e as séries.
Referências
KIPPER, Henrique A.. A HAPPY HOUSE IN A BLACK PLANET: Introdução à Subcultura Gótica. São Paulo: Edição do Autor, 2008. 126 p.
BADDELEY, Gavin. GOTH CHIC: Um Guia Para a Cultura Dark, Rocco, 2006.
MACNEIL, Legs; MCCAIN, Gilliam. Mate-me Por Favor. Porto Alegre: L&PM, 2007. 2 v.
TICKLE, Louise. Growing-up for goths. Disponível em:<http://www.guardian.co.uk/education/2011/oct/24/goth-culture-research>.
Acesso em: 30 abr. 2012.
Filosofia e educação: um diálogo necessário, Multifoco, Rio de Janeiro 2011 – organização Cláudia Battestin e Fabio Antonio Gabriel.
Texto: A ARTE ENQUANTO PROPOSTA DE ENGAJAMENTO: UMA FORMA DE EDUCAR PARA REFLEXÃO, pág 261. por Angélica Silva Costa, Kátia da Silva Cunha, Simeão Donizetti Sass (professor orientador)
Teoria da cultura de massa, Luiz Costa Lima, São Paulo: Saga, 1969 – Texto 3: A arte na sociedade unidimencional, Hebert Marcuse – pág.243 à 254.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Como funcionam os Anos 70

Autor: 

Sílvio Anaz
Eles começaram quando os Beatles acabaram, no rescaldo do fim do sonho hippie. E terminaram logo após o punkanunciar o fim do mundo como o conhecíamos. Nesse intervalo, os anos 70 trouxeram a efervescência da era da discoteca, os filmes de catástrofe, o início da hegemonia do cinema hollywoodiano para adolescentes, os primeiros passos do hip-hop e da música eletrônica, o auge e a morte do rock progressivo, além de um vestuário que deu uma identidade toda particular para a época. Foram fatos, movimentos e estéticas que ajudaram a enterrar definitivamente as ilusões da década de 60 e a lançar as bases do que seria a vida a partir dos anos 80.
Mas tanto aqui como lá fora, as roupas, as artes e o comportamento jovem mudaram radicalmente ao longo dos anos 70. A herança sessentista deu o tom nos primeiros anos, no visual e no comportamento hippie e nas artes psicodélicas. No final da década, partes significativas da juventude tinham aderido ao modo de ser soturno e agressivo do punk ou ao estilo colorido, descompromissado e hedonista na onda da discoteca e da música pop.Foi uma década em que o mundo vivenciou a derrocada norte-americana no Vietnã, o escândalo político de Watergate, o surgimento do movimento punk, a crise do petróleo e a ascensão de um pensamento econômico ultraliberal. No Brasil, passava-se dos anos mais repressivos da ditadura militar para o início do processo de abertura política. Por conta da censura e do regime autoritário, muitas das transformações culturais e comportamentais daqueles anos não foram completamente vivenciadas por aqui naquele momento.
Não foi apenas o fim dos Beatles que enterrou o sonho hippie. Coisas mais profundas aconteceram. Em 1969, poucos meses depois do Festival de Woodstock, foi realizado um festival no Autódromo de Altamont, cuja maior atração eram os Rolling Stones. Também se apresentaram Jefferson Airplane e The Who. Aconteceu que a "segurança" era feita pelos famigerados Hell's Angels, um grupo motociclistas que até hoje tem fama de ser uma organização violenta, que vivia de atividades ilegais, cujos membros obrigatoriamente devem ter uma Harley-Davidson. O show era de graça, mas atraiu pessoas de todas as tribos imagináveis, de diferentes estilos de vida, classes sociais, religiões e assim por diante. O clima estava tenso. Grupos de pessoas passaram a trocar provocações e ataques físicos. Nada era parecido com o clima amistoso de Woodstock. Em certo momento, os Stones estão no palco e uma briga acontece. Um rapaz negro chamado Meredith Hunter desentende-se com alguns Angels e puxa um revólver. Antes que tivesse atirado, um grupo de Angels o mata a facadas. Mick Jagger acusa publicamente os Hell's Angels pelos desentendimentos, brigas e excesso de drogas no recinto. Tal fato provou que os Estados Unidos ainda era um país segregado e sua sociedade intolerante. Naquele momento foi mostrado ao mundo que o sonho dos hippies até então era utópico. Alguns Angels, tempos mais tarde, tentaram matar Jagger , mas a tentativa foi tão desastrosa, que Jagger só soube disso muitos anos depois. Em 1970 os Beatles declaram publicamente sua separação, mas mal se falavam desde 1967. Também em 1970 morrem Jimi Hendrix e Janis Joplin, as duas maiores atrações de Woodstock. Em 1971 morre Jim Mirrison. Todos de overdose de heroína. Os Stones se renovam e se reinventam, em quase nada lembrando o estilo que adotaram nos anos 60.
Descubra nas páginas a seguir os fatos culturais mais marcantes da década de 70 e que até hoje simbolizam aqueles anos no imaginário de todos nós.

Do idealismo ao pragmatismo
Os anos 70 trouxeram uma mudança radical no comportamento jovem. Em uma década, ele foi da esperança à desilusão, do engajamento ao descompromisso. O que começou com protestos contra a Guerra do Vietnã, com lutas contra os regimes autoritários na América Latina e outros embates ideológicos terminou no niilismo e no desencanto dopunk ou num crescente hedonismo que daria o tom nas décadas seguintes. Ao final daqueles anos, quase nada da cultura hippie, da paz e amor do “flower power” havia sobrevivido. Aquela contracultura idealista e pacifista, por exemplo, havia sido substituída por uma outra agressiva e pragmática.

A música jovem nos anos 70

A música popular foi o que melhor retratou a diversidade e as transformações da cultura jovem nos anos 70. A década que começou com o fim dos Beatles teve uma fase megalomaníaca do rock. O heavy metal e o progressivo eram as vertentes em alta e suas canções estavam cada vez mais sofisticadas, com virtuosismos que flertavam com a música erudita. Bandas, como Led ZeppelinPink Floyd e Genesis, faziam concertos grandiosos, em mega turnês.
Enquanto isso, um novo estilo de rock, andrógino, teatral e cheio de glamour surgia nas canções e performances de David Bowie, T-Rex e Roxy Music. Separados, os ex-Beatles começavam novas bem-sucedidas carreiras. Recuperados da morte de Brian Jones e dos incidentes de Altamont, os Rolling Stones lançavam alguns de seus melhores álbuns com sua mistura de rock e rhythm’n’blues.
Fora do rock, a black music que emergiu nos anos 60 dava o tom da música pop, com sucessos românticos, dançantes, mas também carregados de protestos sociais, de Marvin Gaye, Sly & the Family Stone e James Brown. Outros artistas pop começaram a se destacar, misturando rocks e baladas, como Elton JohnPeter Frampton e Rod Stewart.
No Brasil, um tipo de canção de protesto disfarçada, por conta da censura, tinha como expoente a obra de Chico Buarque. E o tropicalismo ainda fazia eco nas canções de Caetano Veloso e outros artistas. Mas o que liderava as paradas e as vendagens eram as canções românticas do “rei” Roberto Carlos e os sucessos da música brega, uma vertente da canção popular extremamente sentimental composta e interpretada por artistas bem populares, como Odair José, Nelson Ned e Valdick Soriano
Mas, na metade da década tudo mudou. No momento em que o Queen despontava como uma das maiores bandas do rock, os rumos da música jovem estavam mudando radicalmente. Cansados da filosofia hippie herdada dos anos 60, das canções “viajandonas” que não falavam de sua realidade e das posturas super pop stars das grandes bandas, parte da juventude nos EUA e no Reino Unido adotou o “faça você mesmo” como lema artístico e comportamental. Nascia o punk, com seu rock básico, acelerado e visceral e um visual soturno e agressivo, tendo como expoentes os Sex Pistols e os Ramones
Enquanto o punk chocava e causava uma ruptura, a música pop desaguava na disco music ou música de discoteca, baseada nos suingues da música negra e nos primeiros recursos da música eletrônica. A era da discoteca foi repleta de canções alto astral, feitas para dançar e descompromissadas, como mostram os sucessos de Donna SummerAbba e KC & The Sunshine Band.
O centro dessa nova subcultura jovem eram clubes noturnos com pistas de dança iluminadas por globos de espelhos e luzes estroboscópicas. Dançar sem parar, o uso de drogas, o erotismo e o florescer de uma cultura gay faziam parte da atmosfera da era da disco music. Enquanto o punk rompeu com a contracultura hippie para ser agressivo e niilista, a “era da discoteca” se opunha ao idealismo e coletivismo dos anos 60 com uma proposta hedonística, descompromissada e individualista.
No Brasil, a onda da disco music se popularizou antes do movimento punk. Na segunda metade da década de 70, as discotecas brasileiras eram um dos principais centros de entretenimento. A febre da disco music se espalhou pelo país com os sucessos da novela “Dancin’ Days” da Rede Globo e o lançamento do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”, com John Travolta. O fenômeno permitiu também o surgimento de uma versão brasileira da música de discoteca, com As Frenéticas, Lady Zu e Tim Maia. Uma versão mais popular e erotizada do gênero ficou por conta de artistas como Sidney Magal e Gretchen, que atualizaram o estilo brega para o ritmo da disco music.
Mas, mais do que a diversidade de gêneros que surgiram ou definharam nos anos 70, a marca dessa década foi a radical mudança de rumo que a música jovem deu.
1977, o começo do fim dos anos 70
1977 foi o ano em que Elvis Presley, o rei do rock, morreu. Foi também o do início do rap e da cultura hip-hop, do auge da onda da discoteca com o Studio 54 em Nova Iorque, do lançamento nos cinemas de “Os Embalos de Sábado à Noite” e da saga “Guerra nas Estrelas”. Foi o ano em que os Sex Pistols e o punk conquistaram o mundo. Foi também quando começou a surgir a new wave, a partir do punk nova-iorquino de Talking Heads e Blondie. Em 1977, a década de 70 chegou ao seu ápice e começou a anunciar o que estava por vir

O cinema nos anos 70

Em 1971, Woody Allen lançou “Bananas”, filme que anunciou a renovação que o cinema norte-americano passaria nos anos 70. Na década, surgiram alguns dos mais inspirados diretores contemporâneos como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg. De um cinema adulto com filmes que mergulharam nas almas de seus personagens, como “Sob o Domínio do Medo” (dir. Sam Peckinpah, 1971), “Laranja Mecânica” (dir. Stanley Kubrick, 1971), “O Poderoso Chefão” (dir. Francis Ford Coppola, 1972), “Taxi Driver” (dir. Martin Scorsese, 1974) e “Apocalypse Now” (dir. Francis Ford Coppola, 1979), a década terminou com o domínio do cinema feito para adolescentes. Teve também o sucesso dos “filmes de catástrofes”, como “Aeroporto” (dir. George Segal, 1970), “Terremoto” (dir. Mark Robson, 1974) e “Inferno na Torre” (dir. John Guillemin e Irwin Allen, 1974).
Apesar de tantos clássicos produzidos por aqueles que estariam entre os maiores diretores de todos os tempos, um filme símbolo dos anos 70 é aquele que alimentou a febre da onda das discotecas. “Os Embalos de Sábado à Noite” (dir. John Badham, 1977) traz John Travolta no papel de Tony Manero, um jovem que trabalha como balconista, sem perspectivas, que encontra sentido para sua vida apenas nas pistas de dança das discotecas de Nova Iorque. Os hits dos Bee Gees, Kool & The Gang e KC & The Sunshine Band, a moda de roupas de poliéstrer e sapatos plataforma e o visual das pistas de dança com seus globos espelhados ficaram eternizados como a marca de uma era.
O sucesso de “Os Embalos de Sábado à Noite” fez com que Hollywood descobrisse nos filmes para adolescentes o caminho para grandes bilheterias. A era do “cinema teen”, que predominaria nas décadas seguintes, avança nos anos 70 com “Guerra nas Estrelas” (dir. George Lucas, 1977), uma obra repleta de efeitos especiais impactantes e uma nova e acelerada linguagem para a ficção científica, e com o sucesso do musical “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (dir. Randal Kleiser, 1978), que traz novamente John Travolta no papel principal, desta vez ao lado da atriz-cantora Olivia Newton-John.
No Brasil, os filmes do “cinema da Boca” e os patrocinados pelo
mecenato estatal da Embrafilme mostravam as duas faces da produção
cinematográfica nacional. De um lado um cinema marginal representado
por diretores como Ozualdo Candeias, Rogério Sganzerla, Carlos
Reichenbach, David Cardoso e José Mojica Marins, o Zé do Caixão. De
outro, os filmes produzidos pela Embrafilme dos diretores Cacá Diegues,
Nélson Pereira dos Santos, Hector Babenco, Neville de Almeida, Arnaldo
Jabor e Bruno Barreto, entre outros. O resultado ia de filmes
escrachados como “Bacalhau” (dir. Adriano Stuart, 1975), uma sátira do
sucesso “Tubarão” (dir. Steven Spielberg, 1975), ao cinema autoral de
Walter Hugo Khoury , além de uma vasta produção de pornochanchadas,
como “O Bem Dotado, o Homem de Itu” (dir. José Miziara, 1978).


A moda jovem e os ícones dos anos 70
O visual e a atitude jovem, ao longo da década, migrou do riponga e do black power da virada dos anos 60 para os 70 para uma diversidade que ia da agressividade do punk ao chique e colorido da disco music e da new wave no final daqueles anos. Herança da contracultura hippie, as batas, pantalonas, saias e vestidos com estampas floridas ou étnicas, com influências ciganas e indianas, e os cabelos compridos deram o tom da moda jovem na primeira metade da década.
Com o surgimento do movimento punk, que se opunha ao estilo de vida e às idéias hippies, uma parte da juventude aderiu à filosofia niilista e agressiva dele e adotou um visual sadomasoquista inspirado nas criações da estilista Vivienne Westwood, com suas roupas de couro, camisetas rasgadas, cintos e pulseiras de tachinhas, cabelos coloridos e o corpo cheio de piercings.
Parte da elegância que existia na música negra dos anos 60 inspirou o visual dos freqüentadores das discotecas na segunda metade dos anos 70. Até porque muito da disco music derivava do funk e de outros ritmos da black music. Mas era uma versão mais extravagante e exótica com camisas de cetim e de seda, calças a base de lycra, meia-calças combinando com saias, tudo cheio de lantejoulas. No Brasil, a novela “Dancin’ Days”, de Gilberto Braga, veiculada pela Rede Globo em 1978, ajudou a popularizar o vestuário da onda disco.
O colorido da discoteca, mas com outros tons e uma versão mais futurística iria aparecer também na moda new wave, que surge no final dos anos 70 e se constituiria na representação visual dos anos 80, com seus blazers com ombreiras, calças “bag”, camisas em tons pastéis e cabelos ao estilo “mullets”.
Dez ícones dos anos 70
John Travolta: astro dos sucessos “Os Embalos de Sábado à Noite” e “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” tornou-se um símbolo da era da disco music e do cinema teen da década.
Dancin’ Days: a novela da Rede Globo foi um sucesso nacional ao contar a história de uma ex-presidiária, interpretada por Sônia Braga, e ao mostrar parte da cultura da discoteca.
Sid Vicious: o baixista do Sex Pistols representava a essência do movimento punk: jovem, anárquico, caótico, agressivo, sem virtuose musical alguma, sem futuro – com todas essas “qualidades” ajudou a mudar os rumos da canção jovem no mundo inteiro.
Guerra nas Estrelas (Star Wars): o primeiro filme da saga de George Lucas encantou e deixou boquiabertos jovens no mundo inteiro. Darth Vader, Luke Skywalker e Hans Solo entraram definitivamente para a galeria de ídolos da cultura pop.
Pelé: o melhor jogador de futebol de todos os tempos, autor de mais de mil gols feitos contra times bons de verdade, foi jogar no milionário time do New York Cosmos e ajudar a popularizar o futebol (soccer) nos Estados Unidos.
Clint Eastwood: o ator personificou Dirty Harry o violento e politicamente incorreto policial em filmes que retratam a cultura e a atmosfera urbana dos anos 70 nos Estados Unidos.
Helena Ramos: a atriz foi um símbolo sexual do cinema brasileiro dos anos 70, com participação em vários filmes produzidos pelo “cinema da Boca do Lixo” e em pornochanchadas.
Roberto Carlos: saindo da Jovem Guarda ingressa nos anos 70 em uma fase romântica e erotizada, tornando-se o rei da música popular no país e líder de vendagens e das paradas de sucesso durante toda a década.
Pink Floyd: o supergrupo de rock progressivo e psicodélico lançou álbuns conceituais, como “The Dark Side of the Moon” (1973), que foram considerados obras de arte com suas letras filosóficas e sonoridade viajandona típica do início dos anos 70.
As Panteras: seriado televisivo, que trazia a atriz Farah Fawcet como um dos “anjos de Charlie”, mostra três belas detetives que exemplificaram o charme e a moda dos anos 70

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

8 Dramas de quem jogou pelada na rua

8 dramas que só quem jogou bola na rua já viveu

Esqueça campinhos de futebol society e quadras de condomínio fechado. Só quem jogou bola na rua sabe o que é ter infância de verdade. Mas só quem praticou este esporte tão democrático sabe quais são os dramas daquela pelada com a molecada do bairro. Veja se você se identifica com a nossa lista:


1. Buscou a bola debaixo do carro

A regra é clara: “Isolou, buscou”, mas o duro é quando a bola vai parar debaixo de algum carro estacionado na rua. E se era um carro recém-estacionado, era comum a bola voltar quente ou manchada de óleo.

2. Quebrou a janela da vizinha

Outro drama comum para qualquer “David Beckham das ruas”. E também com regra clara: Quebrou, pagou! O mais incrível é que quanto mais chata a vizinha, maior a chance de ter sua janela atingida por uma bola isolada.



3. Nunca entendeu a física de uma bola dente de leite

Também conhecida como “bola bexiga”, é sempre uma surpresa da pelada de rua. Quem nunca se sentiu um Roberto Carlos ao colocar um efeito matador? Por outro lado, você certamente já teve um gol evitado pelo vento.






4. Viu os gomos da sua bola de capotão se soltarem

Não há bola de capotão que resista ao asfalto da rua. E ainda ficava aquele gomo pendurado como se fosse a orelha da bola.




5. Arrancou o “tampão” do dedão do pé

Talvez seja um dos maiores dramas do futebol na rua, Quando a chuteira é o seu próprio pé descalço, não há “tampão” de dedão que não tema o encontro com o asfalto.




6. Já viu o cachorro da rua acabar com a festa da molecada

Chamem a carrocinha! O cachorro mais bravo da vizinhança certamente vai furar a bola na primeira mordida. E pode ter certeza que isso vai acontecer com a bola novinha, antes mesmo de os gomos se soltarem.



7. Usava seu par de Havaianas como luva nas mãos e se achava o Taffarel

Só o riquinho da rua tinha dinheiro para comprar luvas de goleiro e dar uma de Taffarel. No improviso, vai com Havaianas mesmo!



8. Brigou por causa da altura do golzinho

Drama grave! Seja com chinelo, cone ou tijolo, todo mundo sabe que a altura do golzinho é algo subjetivo e depende da imaginação dos jogadores. Já vi amizades acabarem por bolas que supostamente teriam passado por cima do gol. Na rua, o tira-teima é na porrada, amigo!



E a saideira, se na rua ou perto de onde morávamos tinha um terreno que poderia servir como campo, e se chovesse, que papo de interromper o jogo para o campo secar que nada! Ia na lama mesmo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Foto Rara

Uma imagem rara do Elenco de Star Wars: Han Solo, Darth Vader, Chewbacca, Luke Skywalker, Princesa Leia, R2-D2